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Eu não sou daqui

Porque Ourém está mesmo ali ao lado

17 outubro, 2005

Nota sobre as eleições autárquicas em Ourém, iii


É interessante perspectivar o contributo das diversas forças políticas, designadamente das duas que elegem aproximadamente 95% do total do colégio de autarcas existente em Ourém - o PS e o PSD -, para a feminização do espectro autárquico local.


Proporção de mulheres nas candidaturas e nos contingentes de eleitos pelo PS e pelo PSD
para os órgãos autárquicos em Ourém (2005)

--Assembleias
de freguesia--
--Assembleia
Municipal--
--Câmara
Municipal--
PS
PSD
PS
PSD
PS
PSD
Candidatura--
0,230,130,330,240,290,00
Contingente de eleitos--
0,200,130,290,270,330,00


Como é possível observar, em Ourém, para todos os tipos de órgãos autárquicos, o PS inscreveu mais mulheres nas listas de candidatura do que o PSD e, também para todos os casos, o PS logrou eleger uma maior proporção de mulheres do que o PSD.
Numa outra perspectiva, pode dizer-se que, em relação a 2001, a taxa de feminização do contingente de eleitos do PS aumentou de 11,8% para 21,9%, enquanto que a mesma taxa referente ao contingente de eleitos do PSD aumentou de 10,2% para 13,8%.
Perante estes factos e esta evidência, torna-se evidente, pois, que um famigerado epifenómeno que surgiu por cá nas vésperas destas últimas eleições autárquicas, o tal «núcleo de mulheres sociais-democratas», em toda a coreografia que animou, parece não ter dado mais do que para o folclore e o recreio. É que o PS, com menos encenação, jantares e excursões à Assembleia da República, não apenas inscreveu mais mulheres nas listas de candidatura que submeteu a sufrágio do que o PSD como logrou eleger uma maior proporção de mulheres para qualquer dos tipos dos órgãos autárquicos. Pelo que cumpre referir ainda que, afinal, ao destilar conversa sobre a necessidade de incrementar o índice de envolvimento e participação política da mulheres, Deolinda Simões andou fundamentalmente a armar ao pingarelho e a pregar às bogas. O que, enquanto feito por quem fez, não é manobra inédita.

2005/2010 © Sérgio Faria