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Eu não sou daqui

Porque Ourém está mesmo ali ao lado

17 outubro, 2005

Nota sobre as eleições autárquicas em Ourém, i


Em Ourém, no que se refere ao plano municipal, em termos estritamente eleitorais, parece fazer sentido admitir que, com o resultado das últimas eleições autárquicas, nenhuma novidade surgiu. O mesmo se pode admitir em relação à densidade autárquica das diversas forças políticas em concorrência.


Densidade autárquica das forças políticas em Ourém (1976-2005)

-1976-
-1979-
-1982-
-1985-
-1989-
-1993-
-1997-
-2001-
-2005-
APU / CDU
00,001,400,900,600,000,000,500,000,5
CDS
48,728,141,637,628,016,806,505,904,7
PDC
-12,2-03,5-----
PS
14,714,513,109,812,116,827,427,133,7
PSD
35,343,944,348,559,966,361,362,261,1
UDP
-00,0-------
GCI
01,3-----04,304,8-


Este indicador permite duas observações mais.
Uma relacionada com a posição dominante do PSD. Com é possível observar, o estatuto de partido hegemónico está associado à respectiva densidade autárquica. Em Ourém, desde as eleições de 1979 que o PSD é a força política que consegue alcançar o maior número de mandatos autárquicos, facto que, a par dos ciclos políticos nacionais, terá contribuído para sustentar a sua capacidade de penetração eleitoral e a sua consolidação por cá. Ou seja, em 1989, quando logrou alcançar uma confortável maioria nos órgãos municipais, o PSD dispunha já de um significativo núcleo de eleitos, disseminado pelas várias freguesias. O que, seja por via de mecanismos clientelares, por via de redes de influência ou por via do reconhecimento político, constituía uma evidente vantagem comparativa em relação às demais forças políticas concorrentes.
A outra observação reporta-se à hipótese de uma vitória eleitoral do PS. Perante estes dados, em Ourém, surge plausível estimar que o crescimento eleitoral do PS passa por um investimento nas freguesias, sob as mais diversas formas. Enquanto esse trabalho de base não for prosseguido de forma continuada e sustentada, com a definição de interlocutores locais com capacidade de afirmação e, consequentemente, reconhecimento, as hipóteses de viragem política, por via eleitoral, tenderão a ser pequenas. É que a inércia, como está, joga a favor da casa, da situação, não a favor das alternativas que se perfilem. Ainda assim, note-se, é provável que o indicador mais simpático em relação à performance socialista nas últimas eleições autárquicas seja justamente o que se reporta à sua densidade autárquica. O reforço do número de autarcas por parte do PS é um sinal da sua ancoragem num chão que, pela cultura política prevalecente e pelo alinhamento ideológico dominante, não lhe é favorável.

2005/2010 © Sérgio Faria