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Eu não sou daqui

Porque Ourém está mesmo ali ao lado

16 janeiro, 2007

Escolha


No referendo do próximo dia 11 de Fevereiro votarei «sim». Sem certezas, a começar pelo significado da pergunta formulada e proposta a sufrágio. Mas sob a tutela de Dworkin, que tento em leituras, assim como sob a escala de Vera Drake, que conheci no cinema. Neste sentido, votarei «sim» provavelmente por fundamentos que não justificam proclamação. Todavia, reconheço, são esses fundamentos que escoram a minha posição e que, no essencial, condensam-se no propósito de conceder a alguém, em pessoa, a responsabilidade de uma escolha grave sobre algo que directamente, embora não absoluta ou exclusivamente, lhe respeita. Entendo que tanto a abstenção quanto o voto «não» não eliminam essa hipótese de escolha. Apenas oneram - isto é, continuarão a onerar -, em termos de sofrimento e de juízo, determinada escolha. Também entendo que o voto «sim» não tanto facilitará uma determinada escolha quanto permitirá que, qualquer que seja a escolha, seja feita em condições que admito e considero mais decentes. É que, suspeito, enquanto grei somos mais justos quando capazes de conviver com escolhas, escolhas graves incluídas. Este é um dos meus desassossegos.

Referência

2005/2010 © Sérgio Faria